terça-feira, 15 de janeiro de 2013

HITGallery Hong Kong

A rede de lojas HITGallery não é exatamente uma novidade. Com mais de 50 filiais espalhadas pelo mundo – sendo 30 delas na Ásia –, os responsáveis pela empresa resolveram dar um passo a frente e abrir uma concept store em Hong Kong, na China.
Com mais de 100 m2, o espaço recebe a assinatura do renomado arquiteto e designer italiano Fabio Novembre. O profissional foi responsável por unir a arquitetura tipicamente italiana (marcada pela estrutura simétrica e pelos arcos que dividem os ambientes da loja) com um toque retrô (conferido pelo desenho bicolor que forma o chão abaixo de araras e prateleiras).
A inspiração vem das pinturas de Giorgio De Chirico e das atmosferas surreais que o artista criou através da distorção das perspectivas. As paredes bem iluminadas foram coloridas com uma tonalidade neutra para que as criações dos mais diversos estilistas pudessem ter seu devido destaque nas prateleiras da loja.
Entre elas, a galeria já conta com peças assinadas por Pierre Balmain, Tommy Hilfiger, Karl Lagerfeld, CNC Costume National, Aquascutum, Galliano, GF Ferré e Fiorucci. A mais nova grife que deve se juntar a esse time estrelado é a Gaultier, que acaba de fechar uma parceria com a loja para comercializar sua coleção masculina de outono/inverno 2013-14.
Apesar do luxo e da qualidade das peças oferecidas pela HITGallery Concept Store, muitos clientes têm sido atraídos pelo design diferenciado do espaço. Na galeria, você confere detalhes do mais novo hit da moda no oriente.


dezeen_HIT-Gallery-Hong-Kong-by-Fabio-Novembre_ss_1










 
 www.radardesign.com.br/hitegarell/hon-kong/

Coleção Marginal Notes

A segunda parte da coleção Marginal Notes, desenvolvida pela equipe de designers do Note Design Studio, de Estocolmo, está incrível!
Inspiradas em acampamentos, as peças foram criadas a partir de rabiscos em cadernos, que foram revisitados, trabalhados e transformados em móveis e objetos.
São banquinhos, luminárias com rede de caçar borboletas e caixinhas de armazenamento que parecem verdadeiras armadilhas de caça!






CROPMN_2012_peep_group_onwhite1






 

www.radardesign.com,br/ coleçao-marginal-notes/


Limites criativos

 O estúdio One Size criou um design interior para um complexo de escritórios que aposta em modos criativos para separar ambientes. Percebe-se que foi um desenhado pensado fora dos moldes do que freqüentemente se apresenta por aí. Paredes que não são paredes, limites que se impõem de modo menos físico e mais simbólico. Fora o uso da madeira que cria um approach menos mecânico como geralmente são as salas de trabalho. Vale olhar com atenção. O site oficial deles também tem projeto interessante, veja aqui. 

Captura de tela 2013-01-14 às 19.11.10











 

www. radardesign.com.br/limites/criativos

domingo, 13 de janeiro de 2013



Cores na casa da dama dos cosméticos

Uma mistura de texturas, épocas, Paris e Londre

  (Foto: Johanna Henderson)
Azul, amarelo, rosa, estampas geométricas, florais e com animais. Tudo junto e misturado. Na casa de Christine d’Ornano, executiva da marca de cosméticos Sisley e herdeira da família que criou a Lancôme, no charmoso bairro de Notting Hill, em Londres, tudo é permitido. Além das cores fortes, a decoração possui um forte sotaque francês, além de toques que são pura realeza, como as portas de veludo azul cravejadas de bronze na entrada da sala de jantar.
A inspiração gaulesa é herança genética da proprietária, parisiense criada com seus três irmãos em um apartamento com vista para o rio Sena, na capital da França. Diversos itens da casa revelam esse legado, trazendo um ar da belle époque em esculturas, guirlandas, porcelanas, franjas, bordados, bronzes, pratas e estofados.
Em Londres, Christine vive com o marido, o financista libanês Marzouk Al-Bader. Não há ali nenhum cantinho vazio; tudo é preenchido com criatividade e arte, realçando o clima acolhedor da residência. O contraste de épocas é visível: cadeiras estilo Luís XVI, de couro amarelo, brilham na sala de jantar, enquanto, no living, poltronas de Joe Colombo e Gerrit Rietveld da época do modernismo dialogam em harmonia com uma escrivaninha do século 19, uma reinterpretação de um design do século 15 que foi presente de seu pai em seu aniversário de 18 anos. Telas dos chamados Young British Artists se espalham pela casa, misturando-se a tecidos florais dos anos 1970 nas paredes do quarto e do banheiro.
  (Foto: Johanna Henderson)
O toque londrino da morada ficou por conta da fachada dupla de estilo vitoriano e das citadas obras de arte contemporânea – telas de Gary Hume e Quinn Marc e um pedaço de neon de Tracey Emin, dispostos ao lado de grandes fotografias de Thomas Ruff e Esser Elger e retratos da família, incluindo as três filhas pequenas do casal: Isabelle, Alma e Inés. A arquitetura naturalmente facilita o dia a dia, com grandes janelões, pé-direito alto, uma sala central azulejada e outra sala dupla e espaçosa. Na parte da frente da casa, as paredes que dão para a rua são de laca cinza.



Grandes sofás assinados por George Smith, bancos forrados com tapeçaria feita pela mãe de Christine e cadeiras de crocodilo Lalanne completam o décor superpersonalizado da residência. A morada também passou por uma pequena reforma, assinada pelo arquiteto minimalista Alex Michaelis, que ampliou o projeto na parte de trás, onde hoje existe a cozinha e o terraço, que ganhou portas e paredes de vidro com estrutura branca. “Agora nós podemos fazer pequenos jantares casuais na cozinha. É um pouco mais elegante jantar na biblioteca, e, no verão, recebemos no terraço. É uma casa muito agradável para todos ", confessa Christine. A gente bem que percebe.
  (Foto: Johanna Henderson)

  (Foto: Johanna Henderson)

  (Foto: Johanna Henderson)

  (Foto: Johanna Henderson)

  (Foto: Johanna Henderson)

  (Foto: Johanna Henderson)

  (Foto: Johanna Henderson)
Via Elle Décor
 www.casavogue.globo.com.br/Interiores/ noticias/2012/12/cores-na-casa-da-dama-dos-cosmeticos

Marcel By, hot spot de design em Paris

Marca nova traz nomes conhecidos da indústria


  (Foto: Théo Baulig)
Marcel By é o nome que se ouve cada vez mais em Paris quando o assunto é design contemporâneo. Prova disso é a recente abertura do novo showroom da marca, um espaço de 100 m² no canto mais descolado do bairro do Marais.
Em sintonia com os tempos europeus atuais, o lugar tem na simplicidade uma de suas principais características. O nome, por exemplo, não é à toa – Marcel é uma das designações mais comuns na França. O trabalho de designers e colaboradores é bastante valorizado, daí a opção pela preposição emprestada do inglês by.
  (Foto: Théo Baulig)
É a partir de nomes já conhecidos da indústria que a Marcel By tenta se firmar no mercado. Noé Duchaufour-Lawrance, Samuel Accoceberry e o próprio fundador, Stephan Lanez, emprestam sua criatividade e savoir-faire às peças agora disponíveis no Haut Maris.
O discurso não é novo (“qualidade, originalidade, funcionalidade e beleza em móveis e objetos”), mas a associação entre fabricação artesanal, desenho contemporâneo, técnicas e matéria-prima de ponta podem despertar interesse, como mostram as peças que ilustram esta página. Materiais nobres, como madeira maciça, metais, vidro, cerâmica, couro e lã, aparecem lado a lado de resinas, LEDs e até concreto.
Marcel By
Endereço: 38 rue Meslay, 75003, Paris
  •  
  (Foto: Théo Baulig)

  (Foto: divulgação)

  (Foto: divulgação)

  (Foto: divulgação)

  (Foto: divulgação)

  (Foto: divulgação)

  (Foto: divulgação)
  www.casavogue.globo.com.br/Design/noticia/2013/01/marcel-design-em-paris


Togo, de Michel Ducaroy, faz 40 anos

O 1º sofá invertebrado, feito só com espuma

  (Foto: Divulgação)
Era um sofá muito engraçado, não tinha pernas, não tinha estrutura rígida, mas, ainda assim, vendeu mais de 1.280.000 de unidades em 72 países desde que foi lançado, há exatos 40 anos. Era inovador. Revolucionou a indústria moveleira e, de quebra, redefiniu os rumos da fabricante francesa Ligne Roset, que, antes de entrar no mercado do mobiliário residencial, nos anos 1960, se dedicava à fabricação de bengalas de madeira e estrutura de cadeiras.
A peça é fruto de uma aliança com o designer francês Michel Ducaroy (1925-2009), o então chefe do departamento de design da empresa. Foi por causa de sua pesquisa que a Ligne Roset passou a investir em maquinários que cortavam, esticavam e costuravam espumas e tecidos. São seus os traços levemente curvos que fizeram do Togo o ícone que ele é até hoje.
O sofá surgiu em 1973, cheio de ergonomia, graças a espumas de três densidades no interior e nada mais. Era o primeiro de sua espécie no grupo das poltronas invertebradas. O que segura o móvel em seu formato, além das diferentes espumas estrategicamente dispostas, é uma série de vincos no tecido, feitos manualmente. Um clássico dos anos 1970, a peça é facilmente reconhecível, com ou sem braços nas laterais. Ainda que suas formas remetam a outra década, seu design permanece atual.
Em 2007, a Ligne Roset lançou uma coleção infantil, com reproduções miniaturizadas das suas peças de maior sucesso, entre elas, claro, o Togo. Sofás contemporâneos estruturados e preenchidos com espuma, como o Moël e o Ploum, dos irmãos Bouroullec, por exemplo, existem hoje porque o Togo um dia conquistou sozinho a ergonomia sem madeiras ou metais por trás, pela frente, aos lados ou dentro.
  (Foto: Divulgação)

  (Foto: Divulgação)

  (Foto: Divulgação)

  (Foto: Divulgação)

  (Foto: Divulgação)

www.casavogue.globo.com.br/ design/2013/01/togo-de-michel-ducaroy-faz-40-anos
 
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SODAE-House – A casa do arquiteto


O arquiteto Don Murphy, do escritório holandês VMX projetou essa casa para um cliente muito especial: ele mesmo. O projeto fica em uma região preciosa de paisagem intocada no sul de Amsterdã e foi implantado sobre uma ilha particular no cruzamento de rios da rede hidrológica artificial feita para agricultura.

Tendo um jardim plano como base, a residência se ergue como um volume monolítico, com destaque para a inclinação das paredes. Todo o caráter do projeto foi definido pela escolha deste local em particular, pela percepção dessa paisagem, que, por conta de uma tendência para rápida urbanização, em breve pode ser uma das últimas porções remanescentes com a natureza característica desta parte da Holanda.

De acordo com o princípio de um bunker – ver, sem ser visto – a casa foi colocada como um objeto de grande massa, afundado na grama. Enquanto parece hermeticamente fechada para seu entorno, na verdade oferece importantes vistas em todos os lados, percebendo a paisagem de uma forma panorâmica.

A forma simples da casa se origina a partir da interpretação criativa das normas de construção. O uso obrigatório de telhados inclinados em dois lados, com intenção de que as casas obedeçam a um estilo tradicional, fez parte do desafio que levou a esse projeto inovador. Ao aplicar estas regras de um jeito diferente, o arquiteto concebeu uma forma nova e contemporânea.

A casa tem três andares. A sala de estar e a cozinha são dispostas em um espaço de livre circulação no primeiro andar, e por isso usufruem das melhores vistas. As áreas mais íntimas (quartos e banheiros) estão situados no piso térreo, que é orientado para a parte de trás do jardim. O porão contém um programa adicional, com uma sala de fitness e um cinema em casa.

O projeto do interior tem características modernas, desde a escolha das luminárias, até a forma com que as escadas emergem no piso superior. O ponto focal do espaço de convivência é a lareira, de linhas retas e design elegante. O mobiliário está disposto de uma forma leve, sem muta densidade, criando destaque para as peças únicas e detalhes de cor, como a cozinha e outros acentos em laranja, que espalham-se pela casa e trazem um ar de diversão.

Verticalmente, a casa é dividida em uma parte para crianças e outra para os pais. Cada parte tem suas próprias salas de entrada, sanitários e escadas. No centro da casa, as duas peças se unem por banheiros que ficam aldo a lado. O entrelaçamento dos dois fornece suficiente privacidade para ambas as partes, e ao mesmo tempo permite uma convivência mais próxima durante os rituais no início da manhã e no fim do dia. Os níveis superiores e inferiores são utilizados igualmente tanto pelos pais como pelos filhos, mas têm suas próprias conexões de acesso ao resto da casa.

Misturando luxo e privacidade no espaço interno, com uma organização que combina uso coletivo e privado de uma forma sutil, o projeto da casa foi muito bem resolvido, equilibrando a estrutura maciça com um interior leve e minimalista, repleto de grandes janelas.

Essa casa pode não remeter a um lar exatamente caloroso, e vista do exterior, até parece um objeto estranho fora de contexto. Talvez para um cliente comum sua estética poderia não ser bem aceita. Até mesmo quem conhece arquitetura pode associar sua dura fachada com a austeridade de obras da época do comunismo, em países da Europa Oriental ou Rússia. Mas cabe enfatizar que estamos falando de uma casa com paredes e janelas inclinadas, que abriga a família de um arquiteto, em um espaço com 500m² de área construída sobre uma ilha, em meio a uma paisagem extremamente agradável. O projeto é sem dúvida uma referência inovadora do morar contemporâneo, e seu proprietário com certeza está muito feliz com o resultado.
 

arkpad.com.br/arquitetura/sodae-house-a-casa-do-arquiteto